Giovani Guimarães – Presidente do SINPRAFARMAS – Sindicato dos Práticos de Farmácia de Santos e Região.
Câmara Municipal de Santos – 07/03/2023
Nobres Senhores Vereadores de Santos, muito boa tarde…
Sob a proteção de Deus, e ao cumprimentar o presidente desta egrégia Casa de Leis, vereador Cacá Teixeira, saúdo também seus pares e agradeço solenemente a todos vocês pela possibilidade de utilizar este espaço democrático a fim de abordar uma séria e preocupante questão que atormenta a sociedade: a constante demissão de trabalhadores, principalmente sem qualquer motivação.
Refiro-me ao caso de 1.400 empregados da empresa Poupafarma que foram surpreendidos pela dispensa sumária e, pior, sem receber as verbas rescisórias a que fazem jus.
Na qualidade de presidente do Sinprafarmas, essa tradicional e respeitada entidade de classe que ao longo de sua existência sempre primou pelos valores morais, éticos e, sobretudo, trabalhistas com total respeito aos empregados, cabe-me realçar que a dignidade do ser humano jamais poderá ser negociada ou vilipendiada!
Muitos trabalhadores, pasmem, foram demitidos por e-mail; outra parcela significativa chegou a receber um “holerite fantasma”, já que o valor do demonstrativo não foi depositado na conta do funcionário.
Prezados, não faz parte do meu dia a dia o hábito de ser áspero com as palavras; todavia, não dá para engolir que pessoas de bem, trabalhadoras e ordeiras, sejam tratadas com total desprezo.
Frágil e pueril, especialmente no caso da Poupafarma, o argumento de que vivemos crise econômica sem precedentes ou, ainda, que o RH da empresa avalia caso a caso para somente depois indenizar os ex-funcionários.
Isso não colou, tanto que o Ministério Público do Trabalho em Santos, ao analisar os fatos e argumentos, apresentados por ambas as partes envolvidas no processo, aplicou multa de um milhão de reais à Poupafarma.
Ora, senhores, o setor que mais se beneficiou com lucros exorbitantes nesses tristes dois anos de pandemia foi, sem dúvida, o de medicamentos.
Quem, consciente ou inconscientemente, não foi obrigado a mexer em seu orçamento familiar para comprar remédios ou mesmo se submeter a longos tratamentos?
É por isso que venho a esta Casa angariar a solidariedade dos senhores, e como sindicalista e trabalhador que sou, tornar pública minha indignação pela total falta de sensibilidade daqueles que receberam a missão de gerar empregos e o fazem alicerçados na ganância ou, quem sabe, na certeza de que, lá na frente, acontecerá a tão desprezível impunidade. Ao finalizar e, mais uma vez deixo registrado, em nome da diretoria do Sinprafarmas, que estamos convictos de que nada do que vivemos teria o menor sentido se não tocarmos o coração das pessoas.
A sociedade santista, sempre caridosa, perspicaz e participativa, há de compreender nosso clamor, em nome dos nossos representados, que rogam por Justiça, paz e reconhecimento.
Sinto-me honrado e muito grato pela atenção daqueles que nos acompanham pelas redes sociais e também a todos os senhores vereadores.
Nada mais…










